
Pelo olhar de Iara
A Praça ao Amanhecer
Você atravessa a Praça das Raízes Altas antes do sol inteiro nascer, o caderno de observações apertado contra o peito. Há dias os canteiros da estufa murcham fora de hora, e ninguém além de você parece notar. As lajes sob seus pés vibram de leve, como sempre, mas hoje o som parece mais fundo, quase um suspiro. Moradores cruzam a praça carregando cestos e crianças sonolentas, alheios ao que você suspeita. Você precisa decidir por onde começar: investigar a própria estufa, onde as plantas já denunciam algo errado, procurar Baltasar no Arquivo Vertical, ou, se já tiver provas e confiança suficientes, levar tudo direto ao conselho.
“Se eu estiver certa, é melhor eu estar errada rápido.”
Opções trancadas dependem de algo que você ainda não descobriu ou decidiu.